A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 04/05/2025
No início da República brasileira, Pereira Passos, então prefeito do Rio de Janeiro instituiu sua reforma urbana com o objetivo de “europeizar” a cidadepor meio de eprojetos urbanos que excluia a população marginalizados dos centros nobres. Fora de recorte histórico, no Brasil hordieno à arquitetura hostil ainda configura um mecanismo de exclusão social em ambientes urbanos. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas sociais e econômicas.
Deve-se pontuar de início, que o descaso governamental está vinculada com o problema da segregação socioespacial . Nesse sentido, o escritor Jorge Amado, em sua obra Capitães de Areia, já evidenciava a segregação urbana por meio do “Trapiche”, único local em que as crianças pobres tinham acesso para dormir. Sob esse prisma, á ausência de políticas de habitação para a população de baixa renda e a potencializa o aumento de pessoas em situação de rua. nessa perspectiva, cresce a situação de vulnerabilidade nos centros urbanos, em que a elite econômica apoia políticas higienista em prol do embelezamento da cidade, assim como foi na cidade do Rio de Janeiro do prefeito Pereira Passo.
Além disso, é válido ressaltar que a desigualdade social agrava essa conjuntura. Nesse cenário, a escritora Conceição Evaristo, em sua obra “Olhos D’água” por meio do personagem Kimbá, mostra como a desigualdade social corrobora com a falta de acesso e locias públicos como parques e shopping por pessoas de baixo poder econômico.. Tal cenário reforça a ideia de que a arquitetura hostil é um projeto político contra a população marginalizada. Nesse aspecto, a falta de bancos para descanso , bebedouros públicos e grades em viadutos e fachada de lojas escancara essa política segregacionista.
Portanto, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania-Órgão responsável por cuidar dos direitos da população de rua- deve, por meio das prefeituras dos grandes centros urbanos, desenvolva projetos de moradias voltada para indivíduos em situação de rua, por meio de verbas do fundo eleitoral adimisntrados em ONGs e rede hoteleiras com o objetivo de facilitar moradias para população de rua. Assim uma sociedade em contraste com a do Rio de Janeiro no início da República será possível.