A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 05/05/2026

Na série Euphoria, são retratados jovens que recorrem ao uso indiscriminado de substâncias como forma de lidar com sofrimentos pessoais, evidenciando uma relação problemática com medicamentos. Analogamente à obra citada, observa-se, no Brasil contemporâneo a automedicação e suas consequências para saúde pública. Nesse sentido, cabe analisar a negligência estatal e a influência midiática afim de mitigar os problemas vigentes.

Primeiramente, evidencia-se a carência de políticas públicas voltadas a proteção dos jovens, que estão mais vulneráveis a automedicação. Segundo Émile Durkheim, em sua obra sobre o fato social, o índividuo tende a replicar as ações comumente vistas em seu meio. Sob essa ótica, a omissão do Estado em promover campanhas educativas e fiscalizar rigidamente a venda de fármacos contribui para que a automedicação seja naturalizada. Assim, a falta de suporte governamental perpetua o problema como comportamento social intrínseco, dificultando sua erradicação.

Ademais, é imperativo pontuar o papel da mídia como fator agravante do problema. Segundo o conceito da Indústria Cultural, de Adorno e Horkheimer, os meios de comunicação frequentemente transformam a saúde em mercadoria, veiculando publicidades que prometem alívio ou resultados imediatos para qualquer desconforto. Essa ´´romantização`` de soluções químicas aliada à pressão por produtividade constante, leva o indivíduo a buscar nos medicamentos atalhos para lidar com pressões cotidianas, ignorando os riscos de dependência e efeitos colaterais.

Portanto, é necessário que esta situação seja dissolvida. Para isso, o Governo Federal, órgão responsável pela condição e existência de todos, deve prover apoio financeiro para instituições e ampliar o repasse de verbas para fiscalização de drogarias. Simultaneamente o Ministério da Saúde deve promover campanhas publicitárias de conscientização, por meio das redes sociais e televisão, com o objetivo de alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos. Assim, o direito a saúde deixará de ser uma mercadoria e a automedicação será combatida, evitando a realidade mostrada em Euphoria.