A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 29/09/2026

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a automedicação inadequada constitui uma forma de uso irracional de medicamentos. Entretanto, no Brasil, persiste o uso de medicamentos sem orientação profissional, evidenciando a necessidade de promover seu uso racional. Diante disso, cabe analisar a falta de conscientização e a influência midiática.

Em primeiro plano, a falta de conscientização da população contribui para a automedicação no Brasil. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação exerce papel fundamental para a formação crítica dos indivíduos. Desse modo, nota-se a pertinência desse pensamento, visto que a ausência de uma educação adequada pode dificultar a conscientização dos indivíduos sobre a automedicação. Afirma-se isso, pois muitos cidadãos não conhecem os riscos do uso de medicamentos sem orientação, o que favorece a continuidade dessa prática. Logo, a doença pode não ser tratada corretamente, ocasionando seu agravamento e, com isso, os riscos à saúde e a demanda pelos serviços públicos de saúde aumentam.

Além disso, a influência midiática dificulta o enfrentamento dessa problemática. Segundo Theodor Adorno, a indústria cultural utiliza os meios de comunicação para influenciar comportamentos sociais. Sob tal ótica, a ideia do autor permanece atual, uma vez que conteúdos publicados nas redes sociais podem incentivar o uso de determinados medicamentos sem orientação profissional e informações confiáveis. Isso ocorre porque, ao ver esses conteúdos, muitas pessoas acreditam na recomendação e passam a utilizar fármacos por conta própria. Consequentemente, essa prática pode provocar casos de intoxicação, ampliando os impactos sobre a saúde coletiva.

Portanto, é fundamental que o Ministério da Saúde promova campanhas educativas sobre o uso responsável de medicamentos, através das redes sociais, a fim de conscientizar a população sobre os riscos da automedicação. Assim, será possível reduzir a ocorrência da automedicação e seus impactos na saúde pública.