A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 06/10/2026
A automedicação no Brasil consiste no uso de fármacos sem orientação de um profissional da saúde, provocando graves consequências à população. Além disso, essa persistência está relacionada, principalmente, à facilidade de acesso aos produtos e à influência de informações inadequadas sobre seus usos, prejudicando o cuidado responsável com o bem-estar.
Diante desse cenário, a facilidade de obtenção de remédios contribui para a continuidade da autoprescrição. Nesse contexto, a obra “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, apresenta Macabéa, que, em meio a dores e sofrimento silencioso, evidencia a vulnerabilidade de indivíduos com pouco acesso a cuidados adequados. De maneira semelhante, a busca por alívio banaliza o consumo sem orientação. Assim, ao ser vista como solução cotidiana, a prática é naturalizada e perpetuada no país.
Sob esse viés, a circulação de informações equivocadas agrava o problema. Na obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, a narrativa de Bentinho é marcada por interpretações pessoais que distorcem os fatos. De maneira análoga, dados sobre medicamentos são compartilhados sem verificação, especialmente nas redes sociais. Ademais, essa circulação sem respaldo profissional favorece a naturalização da prática e dificulta a conscientização sobre seus riscos.
Por conseguinte, a continuidade desse hábito resulta do acesso facilitado e da disseminação de dados inadequados. Dessa forma, é necessário promover a educação da população acerca do uso responsável por meio de campanhas do Ministério da Saúde e de instituições de ensino, utilizando escolas e unidades básicas para divulgar informações confiáveis. Assim, será possível estimular a busca por orientação profissional e fortalecer o bem-estar coletivo.