A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 06/10/2026
A série “Euphoria” retrata a personagem Rue Bennett que pratica a automedicação e tem dependência química em ansiolíticos, analgésicos e antidepressivos. Fora da ficção, esse cenário se assemelha à realidade brasileira na qual a prática da automedicação vem se tornando cada vez mais recorrente. Logo, é necessário analisar como a automedicação vem se tornando um hábito na sociedade brasileira. Assim, dois grandes desafios são a falha na fiscalização das drogarias e a negligência dos riscos à saúde.
Primeiramente, é válido pontuar que a falha na fiscalização das drogarias fomenta o fácil acesso a substâncias de risco. Isso ocorre devido à falha dos órgãos reguladores no controle da venda de medicamentos sem a devida receita. Sob esse viés, a série “The Good Doctor” evidencia a importância da orientação médica e da prescrição adequada para evitar o uso indevido de medicamentos. Entretanto, a automedicação pode provocar intoxicação e outros problemas de saúde aumentando a procura por atendimento no sistema público de saúde. Dessa forma, faz-se necessário que o acesso a substâncias sem a devida prescrição médica seja rigorosamente restrito e fiscalizado.
Ademais, a negligência dos riscos à saúde constitui um fator que aumenta o consumo irresponsável de medicamentos sem prescrição no país, visto que a naturalização do uso de remédios isentos de prescrição vem se tornando cada vez mais frequente. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde a todos os cidadãos. Todavia, a prática da automedicação evidencia uma falha nessa garantia, podendo contribuir para o agravamento de problemas de saúde e, consequentemente, gerar maior demanda pelos serviços públicos de saúde. Dessa forma, faz-se necessário que o uso de medicamentos seja sempre com orientação médica para o bem da população.
Infere-se, portanto, que, diante do hábito da automedicação na sociedade brasileira, medidas devem ser adotadas. Para isso, cabe ao Governo Federal promover campanhas de conscientização e intensificar a fiscalização sobre a venda de medicamentos, por meio de ações em drogarias e farmácias. Assim, a automedicação e seus impactos na saúde pública serão reduzidos.