A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 13/07/2024

Health Ledger, ator conhecido por seus papéis nos filmes “O cavaleiro das trevas” e “O patriota”, morreu em 2008 devido à ingestão sem prescrição dos medicamentos: Diazepam e Alprazolam. No Brasil, já se tornou consenso médico de que essa prática é prejudicial ao indivíduo, podendo mascarar os sintomas de uma doença não diagnosticada e agravar negativamente sua saúde.

Diante desse cenário, o uso de medicamentos sem prescrição médica precisa ser tratado como risco à saúde pública. Fernando Gomes, neurocirurgião e professor de medicina da USP, informou em uma entrevista com o jornal CNN que um dos principais malefícios da utilização de fármacos sem orientação de um profissional é o desaparecimento de certos sintomas de uma determinada enfermidade, podendo dificultar seu diagnóstico e tratamento correto, o que, consequentemente, impacta a saúde geral do paciente.

Além disso, de acordo com a Abifarma, Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas, cerca de 20 mil brasileiros morrem todo ano por efeito da utilização de remédios por conta própria. Diante disso, percebe-se uma falta de ciência dos riscos dessa ação pela população geral.

Portanto, é possível concluir que o problema nacional da automedicação deve-se, principalmente, a falta de concientização das consequências dessa prática. Perante o exposto, o ministério da sáude, em parceria com meios midiáticos, deve realizar palestras, oficinas e matérias sobre o tópico, afim de elucidar a sociedade sobre o resultado desse ato e como se precaver. Assim, se teriam cidadãos mais educados sobre o assunto, promovendo uma melhora no bem-estar nacional.