A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 15/07/2024
Em 2020, durante a pandemia da Covid 19, “influencers”, pessoas que produzem vídeos na internet, chegaram a divulgar marcas que diziam aumentar a imunidade, combatendo o vírus, pois, com o auxílio desses medicamentos e sua divulgação em massa, a marca cresceria. Dessa forma, infelizmente muitas pessoas foram guiadas ao erro, se automedicando e nunca realmente chegaram a ter benefícios. Assim, observamos que as mídias em cima de pessoas famosas, que não tem determinado conhecimento, mas mesmo assim propagam informações erradas e o uso demasiado de medicamentos, traz malefícios para a população.
Inicialmente, em assuntos como a automedicação, os que devem estar nos holofotes, não estão. Também durante a pandemia de 2020, o então presidente do Brasil Jair Bolsonaro, levantou diversas bandeiras, uma delas foi o uso de um medicamento chamado “Cloroquina” para o combate do vírus da Covid 19. Desse modo, muitos utilizaram dessa informação incorreta e aplicaram o uso do remédio, mesmo sendo comprovado que este não cumpriria o papel desejado. Por conseguinte, não é interessante seguir qualquer pessoa que fale sobre o assunto, apenas aqueles qualificados para discorrer sobre.
Em seguida, à depender do medicamento, a automedicação pode ser fatal. No filme “Garota interrompida”, somos apresentados à um ambiente difícil, um hospital psiquiátrico, onde vive uma jovem que faz uso excessivo de remédios controlados para tentar melhorar sua condição. Dessa maneira, levou-a à piorar seu caso clínico, e mais tarde, à morte. Logo, utilizar de certos medicamentos sem acompanhamento de um profissional é perigoso, atrasando o tratamento, ocultando sintomas ou até mesmo gerando novos problemas de saúde.
Diante do exposto, é imprescindível que sejam feitas ações para mudar esse cenário. Portanto, cabe ao Estado, em conjunto das grandes mídias, propagar informações sobre o uso correto de medicamentos, e para tal, em parceria com as marcas de farmácias e laboratórios, criar informativos em vídeo ou escrita sobre o uso adequado. Como resultado, diminuir o risco de saúde pública nesse contexto. Só assim, será possível transformar esse quadro.