A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 17/07/2024
A saúde pública no Brasil apresenta grandes problemas que afetam gravemente a população e um deles é a automedicação. Em consequência de uma questão histórica de desigualdade social, o setor da saúde pública brasileira carece de qualidade nos serviços e de atenção rápida ao paciente. Em conjunto a essa problemática, o cidadão brasileiro, principalmente a classe mais pobre, enfrenta os efeitos de um problema social que reflete em uma cultura de automedicação por parte da família e de amigos, além das consequências mais graves dessa questão na própria saúde.
A automedicação se tornou uma questão comum no dia a dia do brasileiro, notável a partir do carregamento de uma variedade de remédios na bolsa. Entretanto, por trás desse problema, há um agravante social devido à dificuldade da população pobre no acesso à saúde pública. Dessa forma, desenvolve-se uma cultura da automedicação por parte de amigos e família, onde este último apresenta indicações para 68% da população, segundo o Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o mercado farmacêutico, com o objetivo de curar enfermidades mais rapidamente sem a ida a um especialista.
Ademais, a crescente automedicação da população promove, em muitos casos, o agravamento dos diagnósticos médicos. Desde o início da Revolução Industrial no século XVIII, com o consequente avanço da medicina, houve o surgimento de novos suplementos e medicamentos, que hoje, frequentemente, são divulgados em perfis nas redes sociais de influenciadores, cuja atitude incentiva a automedicação dos seguidores. Sendo assim, os desdobramentos dessa problemática implicam em maior número de casos graves de doenças, sem real necessidade, ineficácia de tratamentos futuros e maior lotação de leitos em unidades de saúde.
Em suma, é emergente a ação do Estado sobre essa situação, como entidade reguladora de setores sociais e da saúde pública, promovendo a conscientização da população por meio de campanhas e conversas no próprio atendimento em unidades médicas, incluindo todas as idades e explicando os efeitos de uma atitude irresponsável na própria saúde e na estrutura de atenção médica do Estado , com o objetivo de reduzir as ocorrências da automedicação e os seus efeitos.