A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 29/07/2024

De acordo com o pensamento positivista de Auguste Comte, as escolas devem priorizar o ensino científico, no entanto, esse pensamento é equivocado na atual sociedade, pois tais estudos não preparam a população, o que dá possibilita a formação de uma comunidade desinformada, que ignora, por exemplo, a autome-dicação no Brasil como um problema de saúde pública. Dessa forma, a desinforma-ção social e o descaso governamental são fatores que agregam esse cenário.

Em verdade, é importante ressaltar a falta de informação como dificuldade para resolução do problema. Segundo o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, todo cidadão brasileiro tem direito à informação. No entanto, a aplicação dessa lei é falha, visto que não há empenho na divulgação dos malefícios da automedicação, o que torna essa prática cada vez mais comum entre brasileiros, pela liberdade na compra de medicamentos, desse modo, munidos de desinformação, utilizam remédios sem prescrição de um profissional. Dessa forma, a modificação dessa realidade para garantir o direito da população é um obstáculo que precisa ser solucionado urgentemente.

Ademais, é válido pontuar que o Governo não se empenha efetivamente na resolução da problemática. Conforme cita o filósofo Inglês Thomas Hobbes, “O Estado é responsável pelo bem-estar da população”. Esse pensamento que ultra-passa décadas, vê-se tão atual, especialmente quando se observa o hábito recor-rente de utilização de medicamentos sem prescrição médica, que afeta todas as camadas sociais, mas principalmente os mais pobres, pela dificuldade de acesso a hospitais. Como resultado, a demora na procura do real diagnóstico é tardia, facili-tando o aumento da patologia e dificultando a melhora. Logo, o Estado, atuando como principal responsável pelo avanço social, precisa intervir na modificação desse cenário.