A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 23/10/2024

Em um episódio da série de televisão “Grey’s Anatomy”, um personagem resolve tratar sua doença com um método próprio, o que faz com que sua situação seja agravada. Analogamente, na sociedade brasileira, o uso indiscriminado de medicamentos sem recomendação médica faz com que os praticantes dessa medida sofram com efeitos adversos, representando riscos para a saúde pública. Dessarte, faz-se necessário o conhecimento acerca das causas de tal problemática, dentre as quais estão: a precariedade do acesso aos serviços de saúde sofrida por parte da população e a insuficiente difusão de informações sobre o tema.

Nesse contexto, é imprescindível reconhecer como origem do problema a desigualdade no provimento de serviços médicos, cujo cerne se econtra no menoscabo do Estado em relação ao bem-estar social. Consequentemente, em divergência com o ideal exposto na Constituição Federal de 1988 que prevê o direito à saúde, cidadãos se encontram em desamparo, seja devido ao distanciamento de atendimento hospitalar de grupos menos favorecidos, seja por questões financeiras e, por conseguinte, ocorre a tentativa de cura por não poder contar com profissionais da área.

Ademais, a falta de conscientização da sociedade no tocante aos possíveis danos advindos da automedicação é ainda um problema, haja vista que parte das pessoas que a fazem de modo a, possivelmente, acarretar más consequências são aquelas que não possuem instruções quanto às ameaças à própria integridade física que a atitude pode ocasionar. Exemplos disso é a piora dos quadros de doenças mentais (como a ansiedade e a depressão) e de infecções bacterianas.

Portanto, cabe ao governo brasileiro operar de modo a atenuar a prática da automedicação no país. Para tanto, a fim de assegurar o acesso ao atendimento médico e tratamento adequado para a população residente em áreas periféricas e carente, deve, por meio de consultas domiciliares feitas por agentes de saúde,