A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 31/07/2024

Como já dizia o escritor norte-americano John Knoules, “ A saúde do ser humano é determinada pelo seu comportamento, sua ambientação e condições do ambiente. ” De mesma maneira, no Brasil, a automedicação tem ocasionado inúmeros malefícios à saúde, a qual é intensificada pela falta de estrutura e políticas públicas bem como por indicações de terceiros. Portanto, caminhos devem ser procurados para combater a automedicação.

Com a falta de políticas públicas para estruturação de hospitais atenderem a demanda de consultas rápidas para a medicação do paciente, cresce verticalmente a automedicação. Segundo pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), no Brasil 86% dos entrevistados admitiam tomar medicamentos sem orientação de um prescritor, tendo em vista que grande parte da população depende de assistência da saúde pública, não recebem atendimento para obter a devida prescrição médica e tratamento. Dessa maneira, alguma atitude deve ser tomada pelo Estado para garantir ao cidadão direito ao tratamento médico.

Além disso, a automedicação está diretamente ligada ao uso inadequado de medicamentos, por indicação de familiares e amigos sem formação acadêmica na área. Ademais, o uso de forma incorreta pode dificultar a melhora da doença e trazer novos problemas a saúde, por não dispor de acompanhamento médico. Desse modo, torna-se imprescindível que o poder governamental atue para combater a automedicação.

Diante do exposto, faz-se necessário o uso de políticas públicas para estruturação e conscientização, ou seja, a criação de Consultórios Médicos com Rápido Atendimento Público, por meio do Ministério da Saúde, visando um atendimento ágil e gratuito somente para casos não urgentes, como a medicação de crianças, adultos e idosos, promovendo um direito ao tratamento digno. A fim de diminuir a automedicação e as consequências na saúde pública.