A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 31/07/2024
Pode-se afirmar que o consumo de medicamentos sem prescrição médica sempre esteve presente na vida brasileira, e segue permanecendo. A automedicação é um problema de saúde pública, o uso incorreto pode agravar a doença e ocultar os sintomas. As causas da problemática estão diretamente ligadas ao capitalismo e à ineficiência do Sistema Único de Saúde (SUS).
É relevante abordar que os principais fatores que levam a automedicação são os altos custos de consultas e remédios prescrevidos. Segunda a filósofa Marilene Chauí, a democracia deve ser um sistema de direitos iguais para todos, sem ações que prejudicam um grupo em prol do outro. Diante disso, os profissionais de saúde devem ter consciência de classe, fazer um recorte social e se preocupar com a condição financeira de seus pacientes na hora de prescrever um remédio, mas não é o que acontece no sistema capitalista.
Além disso, a falta de recursos orçamentários ao Sistema Único de Saúde e o número insuficiente de médicos nas unidades está diretamente associado ao aumento da automedicação. Segundo o IBGE, 71% dos brasileiros têm os serviços públicos de saúde como referência. Se não tem atendimento, a única saída é correr grandes riscos à saúde optando por esse meio. No país, cerca de 20 mil pessoas morrem por ano vítimas desse feito, afirma a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas.
Portanto, é preciso uma ação imediata do Ministério da Saúde cobrando recursos do Fundo Nacional de Saúde para suprir as ineficiências do SUS, juntamente com o Ministério da Educação, a fim de intervir nas graduações de medicina das instituições de ensino, desencadeando na grade curricular a disciplina “Consciência Política e Social”, visando o ensino de consciência de classe, para que assim a automedicação e suas consequências sejam evitadas.