A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 07/08/2024

No texto do geógrafo Milton Santos, “As cidadanias mutiladas”, a democracia só é efetiva à medida que atinge a totalidade do corpo social, ou seja, quando os direitos são benéficos a todos os cidadãos. Entretanto, na atual conjuntura, a automedicação no Brasil e suas consequências para a saúde pública distanciam os brasieliros dos direitos constitucionalmente garantidos . Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o uso incorreto de medicamentos e o desconhecimento sobre o assunto.

Em primeira análise, evidencia-se o uso indevido de medicamentos que não são receitados por profissionais da área da saúde, o que pode acarretar no agravamento do caso do usuário. Tal fato sucede, em razão da normalização dessa importante questão, visto que o Estado mostra-se pouco preocupado em resolver este empecilho. Dessa forma, a filósofa Hannah Arendt afirma que a sociedade já passou por tantos processos de alienação que os problemas enraizádos não são mais perceptíveis. Nessa ótica, nota-se que a banalização desta problemática ocasiona na invisibilização das consequências da automedicação.

Além disso, repara-se a falta de conhecimento sobre a automedicação como um probelma pertinente. Isso ocorre, em razão da pouca visibilidade destinada ao assunto, já que os portais de comunicação, preocupados apenas em lucrar, deixam de abordar importantes questões, como os riscos em ingerir remédios não receitados. Desta maneira, o sociólogo Bourdieu afirma que o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de omissão. Então, a mídia ao mostrar-se indifernete sobre o problema, contribui com a sua normalização e , por consequência impede que ele seja solucionado. Depreende-se, portanto, medidas capazes de minimizar a automedicação no brasil e suas consequências para a saúde pública. Desse modo, cabe ao Governo Federal- órgão responsável pelo bem-estar populacional- em parceria com as escolas, promover uma conscientização sobre os riscos em se automedicar, através de palestras públicas. Ademais, deve-se falar mais sobre o problema, por meio de noticiários. Ambas as medidas com a finalidade de melhorar a saúde pública. Assim, o texto de Milton Santos poderá tornar-se realidade no cenário brasileiro.