A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 07/08/2024
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. De forma paralela ao denunciado pela música “Que país é esse?”, da banda Legião Urbana, existem diversos direitos assegurados a todos os brasileiros pela dita Constituição, mas que não são exercidos , entre eles o acesso à saúde e atendimento de qualidade. Assim sendo, isso gera um problema de automedicação que acaba trazendo graves consequências para o próprio indíviduo, como a necessidade de internação para tratamento intensivo.
Nesse viés, como afirma o filósofo Descartes, para que um ser exista de fato, é preciso que ele pense, mas isso não é o suficiente para caracterizá-lo como tal. Dessa forma, uma das ditas necessidades para a existência plena de uma pessoa é o acesso que ela terá à saúde, medicamentos e entre outros. Porém, como o Brasil é um país muito vasto, existem muitas regiões má admnistradas que não possuem fácil acesso a locais em que essas pessoas podem se consultar, quando há problemas na sua integridade.
Nesse sentido, a população acaba recorrendo a uma prática chamada “automedicação”, que é quando o próprio indíviduo se avalia e decide qual remédio irá tomar e qual tratamento irá realizar, as vezes por experiências compartilhadas com conhecidos e outras por meio de pesquisas rasas na internet.
Contudo, isso é perigoso, uma vez que a pessoa pode ter uma alergia ao medicamento, ele pode alterar o funcionamento de seu organismo, ser ineficaz contra a enfermidade e ela continuar sofre e outros. Ademais, como afirma a ativista Malala, não há como obter sucesso numa luta, quando metade da população é retida, evidenciando a desigualdade social.
Portanto, é necessária a intervenção do Ministério da Saúde, órgão responsável por admnistrar a área relacionada à saúde no país, juntamente com o Governo Estadual, que admnistra as funções de cada estado, para que ocorra a construção de mais postos de saúde, prontos socorro e unidades de emergência válidas e funcionais em cada canto do país. Também é preciso conscientizar a população desses locais sobre os cuidados corretos, através de palestras e panfletos em ambientes estratégicos, a fim de acabar com esse problema no país.