A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 08/08/2024
Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de ser existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada na automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública, visto que é um problema social de grande importância e relevância social, porém encontra-se sendo ignorado e em esquecimento. Nesse cenário, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na ignorância social sobre o tema e na inoperância governamental.
Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar-se que a ignorância social sobre a automedicação e suas consequências é uma raiz que marca a perpetuação do problema. Assim, segundo o documentário da Netflix “AUTOMEDICAÇÃO”, muito indivíduos recorrem a essa medida por não conhecerem dos riscos, como dependência e agravamento do quadro por super dosagem. Ademais, pode-se trazer tal cenário para a realidade brasileira, pois, de acordo com o Conselho Federal de Farmácia, 86% dos brasileiros se automedicam e a ignorância como visto previamente é uma forte raiz que prende tal comportamento.
Em paralelo, a Inoperância governamental, é um entrave ao que tange o problema. Pois, de acordo com a Constituição de 1988: “Todos os brasileiros tem direito a saúde e qualidade de vida”. Contudo, não é o que se vê quando se trata da automedicação no Brasil e suas consequência. Porque o Estado além de não assegurar saúde de qualidade, que traria informação para a população anulando assim a problema citado acima, também não se preocupa com a problemática em si, que dificulta para sociedade a qualidade de vida, uma vez que uma população que se automedica não está saudável, e saúde está intimamente ligada a qualidade de vida.
Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas. Para isso, o Governo Federal, como instância máxima do poder executivo, deve elaborar um plano juntamente com o Ministério da Saúde, por meio de uma ação conjunta com os governadores para implantar de forma nacional campanhas de cunho informativo para assegurar que todos saibam e das consequências da automedicação.A fim de afirmar o direito a saúde de qualidade prevista pela Constituição.