A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 08/08/2024
Em meados de 1800, o que hoje é conhecido como refrigerante Coca-Cola, já foi comercializado como um xarope. Todavia, o seu criador falaceu de problemas decorrentes da prática de ingerir seus próprios experimentos para a criação desse medicamento. Dessa forma, é possível correlacionar que a ingestão indiscriminada de substâncias com o aparecimento de problemas de saúde. A automedicação é uma problemática atual da sociedade brasileira, desdobrando-se no aumento da população hospitalar e maiores gastos públicos no sistema de saúde, o SUS.
Primeiramente, deve-se salientar que a automedicação é prejudicial à saúde do indivíduo. O uso de fármacos sem a prescrição médica podem acarretar no aumento da gravidade do caso clínico do paciente. A falta de conhecimento especializado, faz com que a população desconheça os reais riscos de se usar fármacos por conta própria. Com isso, casos de doenças brandas quando remediadas incorretamente acarretam para o SUS uma demanda maior de assistência médica devido ao agrave do estado clínico. Na pandemia do covid-19, a disseminação de notícias que remédios destinados a tratar verminoses eram eficazes para tratar o corona vírus , ocasionou o agravamento de milhares de casos e teve como consequencia a superlotação de hospitais. Dessa forma, é notório que é indispensável a orientação médica.
Ademais, a superlotação do SUS ocasiona o aumento dos gastos governamentais com saúde, custeando tratamentos que poderiam ser menos onerosos. A internação de um paciente por infecção bacteriana é mais oneroso do que a preescrição pelo médico de um antibiótico adequado. Segundo a Constituição do Brasil, a saúde é um direito de todos, dessa forma com o aumento dessa prática da população as consequencias afetam diretamente o SUS.
Infere-se, portanto, que medidas para diminuir a problemática sejam tomadas. O Ministério da Saúde em parceria com o da Educação devem financiar campanhas midiáticas de alerta sobre os riscos de tal prática. Em concomitância, devem facilitar a comunicação entre profissionais da saúde e a população, por meio da telemedicina com o papel de orientação em casos brandos de doenças.