A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 15/08/2024

Em meados de 1800, o que hoje é conhecido como refrigerante Coca-Cola já foi comercializado como um xarope. Todavia, o seu criador faleceu de problemas decorrentes da prática de ingerir seus próprios experimentos para a criação desse medicamento. Dessa forma, é possível correlacionar a ingestão indiscriminada de substâncias com o aparecimento de problemas de saúde. Em suma, a automedicação é uma problemática da sociedade brasileira, desdobrando-se no aumento da população hospitalar e maiores gastos públicos no sistema de saúde, o SUS.

Primeiramente, deve-se salientar que a automedicação é prejudicial a saúde do indivíduo. Logo, o uso de fármacos sem a prescrição médica pode acarretar no aumento da gravidade do caso clínico do paciente. Haja vista, a falta de conhecimento especializado faz com que a população desconheça os riscos de tal prática. Com isso, casos de doenças brandas quando remediadas de forma incorreta aumentem a demanda de assistência médica necessária. Como é o caso de infecção bacteriana quando tem o uso errôneo do tempo de ingestão do antibiótico. Nesse caso, o patógeno que poderia ter sido tratado apenas com o uso de medicamentos pode haver a necessidade de internação hospitalar do indivíduo. Dessa maneira, é notório a indispensabilidade da orientação médica.

Ademais, o agrave de casos clínicos por conta da automedicação encarece o tratamento do paciente, o que ocasiona aumentos dos gastos públicos com saúde. Logo, essa prática é uma grande responsável por tal problemática. Tendo em vista, a facilidade da compra de fármacos, e diagnósticos avulsos que podem ser pesquisados na internet cada vez mais cresce o uso indiscriminado de medicamentos. Dessa meneira, o SUS é negativamente afetado por isso.

Infere-se, portanto, que medidas para diminuir a problemática sejam tomadas. Com isso, o Ministério da Saúde deve ministrar campanhas midiáticas para enfatizar os riscos da automedicação em prol de conscientizar a sociedade de tal prática errônea. Além do mais, o Estado deve ser mais criterioso com a fiscalização e venda de medicamentos criando aparatos legais que miniminizem a venda indiscriminada de fármacos. Dessa forma, essa problemática será solucionada.