A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 15/08/2024

No Brasil, a cultura da automedicação é um assunto frequentemente debatido pelo Ministério da Saúde. Esta prática, mesmo parecendo segura para algumas pessoas, é perigosa e pode levar a graves problemas de saúde como falência hepática, além de mascarar, em alguns casos, sintomas de doenças graves que passam a ser ignoradas. Este hábito, portanto, precisa ser discutido.

Com efeito, um artigo publicado pelo jornal BBC, mostra o perigo do uso frequente de medicamentos de venda liberada como o paracetamol. Esta droga, presente em vários tipos de remédios, quando consumida sem orientação médica, pode levar a uma overdosse, liberando substâncias tóxicas no organismo que levam à falência hepática ou a óbito. Por isto, é necessário que um médico seja sempre consultado antes de se consumir qualquer medicamento.

Por outro lado, segundo o Conselho Federal de Farmácia, em muitos casos, o consumo destes elementos pelos usuários para amenizar algum sintoma simples, se torna um obstáculo para detectar alguma doença mais séria. Com isto, o tratamento adequado não é começado a tempo, pois o paciente não procura um médico e continua a se automedicar. Assim, dependendo da enfermidade, pode ficar com sérias comorbidades ou falecer. Então, se entende que a população não deve ignorar sintomas ou doenças, muito menos tratá-los por conta própria sem conhecimento médico adequado.

Fica clara, portanto, a necessidade do Ministério da Saúde, em parceria com o poder legislativo, por meio de projetos de lei, tornar exclusiva a venda de medicamentos por receitas médicas. Com isto, objetiva-se evitar os danos previamente descritos. Destarte, uma sociedade mais segura será conquistada e a cultura da automedicação começará a ser controlada.