A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 16/08/2024
A automedicação é o ato do indivíduo fazer uso de medicamento sem a ori-
entação de um profissional da saúde. Tal comportamento parece ser estimulado pelo fácil acesso a fármacos sem que haja a exigência de prescrição médica. Embo- ra seja uma prática comum no Brasil, pode trazer sérias consequências nocivas ao ser humano podendo vir a ser uma questão de saúde pública.
A princípio, a automedicação é uma solução rápida para um alívio imediato de uma dor ou mal estar. Na antiguidade o que se tratava com chás e unguentos, hoje, perdeu espaço para medicamentos produzidos por grandes multinacionais e estão expostos livremente em farmácias e supermercados. As infusões e especiari-as ainda curariam determinadas enfermidades, porém o uso comum de determina- dos medicamentos traz a falsa ideia de que não há risco a saúde.
Ademais, não é incomum encontrar nos lares brasileiros os conhecidos ini- bidores da bomba de prótons, como o omeprazol, medicamento esse, rotineira- mente, usado para problemas estomacais. Ocorre que após décadas de indicações médicas, de acordo com o CTCAN (Centro de Tratamento do Câncer), descobriu-se que o uso prolongado da droga predispõe ao desenvolvimento de câncer. Pode-se observar então, que mesmo quando há prescrição há o risco no consumo de fár-macos, logo, o uso indiscriminado trará sérias consequências para a saúde.
A automedicação é um problema complexo e exige atenção da Administra- ção Pública. Dessa feita, campanhas educativas podem ajudar a informar a popu-lação sobre os riscos da automedicação. Nesse viés, a União por meio do Ministério da Saúde pode fazer propagandas mostrando a importância de consultar um pro- fissional da saúde antes de tomar qualquer medicamento. Além disso, estados e prefeituras devem facilitar o acesso a médicos e farmacêuticos com o propósito de assim reduzir o uso indiscriminado de medicamentos.