A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 18/08/2024
O povo brasileiro, em geral, sempre teve uma certa resistência a buscar tratamento adequado para suas doenças e até mesmo resistência à tratamentos considerados como os mais eficazes pelos especialistas, tendo como exemplo mais claro a revolta da vacina (ocorrida no século passado), em que milhares de pessoas se recusaram a previnir certos males à saúde por meio da vacinação, tida pelos revoltosos como uma medida que visava a adoecer a população ao invés de curá-la. Desta forma, faz-se necessário a análise profunda desta problemática para se chegar a sua correta solução.
Não obstante os dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, que mostram que a autoadministração de medicamentos está relacionada, entre outras coisas, com o aumento da resistência das bactérias, fato que torna mais difícil combatê-las e que pode ser letal em muitos casos, as pessoas continuam a se automedicar e a seguir as prescrições de profisionais inaptos para tal fim. Assim, a prática da autoprescrição de medicamentos afeta não apenas a pessoa que a pratica, mas também toda a comunidade na qual esta pessoas está inserida e doenças infectocontagiosas podem se propagar com ainda mais facilidade e gerar uma epidemia.
Outrossim, de acordo com o Conselho Federal de Medicina - CFM, a automedicação pode criar quadros de saúde ainda piores do que o experimentado inicialmente pelo doente e, assim, o paciente evoluirá para estados de saúde cada vez mais graves, de tal forma que, o custo para curar esse paciente evoluído que se automedicou fica muito mais alto. Então, valores que poderiam ser investidos em capacitação profissional, na compra de novos equipamentos, em reformas e etc., serão investidos na recuperação desses pacientes
Portanto, deve o Poder Público investir no aumento do efetivo de fiscalizadores, por meio de concursos públicos, com o fim de evitar o automedicação da população. Além disso, deve empenhar-se na eleboração de leis, através do Congresso Nacional, que punam os profissionais não habilitados que prescrevem medicações. Assim, o número de pacientes em estado grave e os custos para tratá-los diminuirá e, por fim, evitar-se-á que epidemias se propaguem na sociedade.