A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública

Enviada em 10/10/2024

Em meados de 1800, o criador do refrigerante Coca-Cola faleceu de problemas relativo ao estômago decorrentes da prática de ingerir seus próprios experimentos para a criação desse produto. De forma análoga, é possível relacionar a ingestão indiscriminada de substâncias com o aparecimento de problemas de saúde. Nesse contexto, a automedicação é uma problemática da sociedade brasileira, que desdobra-se no aumento da demanda hospitalar e maiores gastos no sistema de saúde público, o SUS.

Diante desse cenário, salienta-se que a automedicação é prejudicial a saúde do indivíduo. Acerca disso, o Conselho Federal de Farmácia informa, que a ingestão indiscriminada de medicamentos é responsável por 25% dos casos de intoxicação no Brasil. Sob essa ótica, é notório que a automedicação pode acarretar no agravo do caso clínico do paciente, visto que a falta de conhecimento especializado faz com que a população desconheça os riscos de tal prática. Dessa forma, doenças brandas medicadas de forma incorreta aumentam a demanda de assistência médica, como é o caso de infecções bacterianas, que tem o uso do tratamento prolongado quando a bactéria é tratada de forma errônia por antibióticos. Logo, nota-se a indispensabilidade da orientação médica para o tratamento com medicamentos.

Além disso, o agrave de de casos clínicos por conta da automedicação encarece o tratamento do paciente, o que ocasiona aumento dos gastos governamentais com o SUS. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 50% de todos os medicamentos são vendidos de forma inadequada. Nesse sentido, na medida em que aumenta a facilidade da compra de fármacos , cresce o uso indiscriminado de medicamentos. Assim, o SUS é negativamente afetado com o aumento da população hospitalar devido aos casos de intoxicação medicamentosa.

Infere-se, portanto, que medidas para diminuir a problemática da automedicação no Brasil sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde deve enfatizar os riscos da automedicação para a sociedade, por meio de campanhas midiáticas, a fim de conscientizar a população sobre os problemas que pode causar tal prática. Tais atitudes tem como objetivo diminuir o uso de fármacos de forma indiscriminada.