A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 15/10/2024
De acordo com o conceito de “Banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Nesse contexto, fica explícito que tal empecilho ocorre na nação, visto que , a automedicação e suas consequências para saúde pública ainda persistem no Brasil. Esse cenário antagônico é fruto tanto do descaso estatal quanto da ignorância coletiva.
Sob esse viés, é fulcral pontuar a negligência governamental no que concerne à criação de meios que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no país, uma vez que, ao não tomar medidas efetivas - como a implementação de novas leis que permitam a compra de medicamentos apenas com receita médica - o poder público contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Com isso, muitos cidadãos sem qualificação profissional continuam preescrevendo remédios para outros indivíduos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ignorância coletiva como promotora do problema. De acordo com o pensador Sócrates, “Existe apenas um bem:o conhecimento, e um mal: a ignorância”. Partindo desse pressuposto, é notável que a indicação de medicamentos - como antibióticos e antiinflamatórios - por conta prória ou por familiares sem experiências médicas se tornou algo comum. Logo, o agravemento de doenças relativas à essa prática, segundo o Ministério da saúde, persiste no Brasil. Dessa forma, os obstáculos para conter a automedicação e suas consequências para saúde pública amplificam-se cada vez mais.
Portanto, medidas urgentes são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Assim, cabe ao Estado, órgão gerenciador do país, promover melhor qualidade de vida aos cidadãos por meio de políticas públicas, como a formulação de leis contra o comércio de remédios sem prescrição médica, a fim de mitigar a automedicação no país. Além disso, a mídia deve divulgar informações sobre a importância de uma avaliação profissional antes da compra de medicamentos, por meio de redes de comunicação, tais quais o rádio, a TV e os celulares. Diante disso, o Brasil se afastará gradativamente da realidade apresentada por Hannah Arendt.