A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 17/10/2024
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, percebe-se que a automedicação vem tornando-se cada vez mais comum no âmbito nacional, trazendo riscos ao bem-estar dos cidadãos que desfrutam de tal prática. Assim, é de suma importância citar a influência midiática e a negligência estatal como causas da problemática.
A princípio, cabe salientar a influência das mídias como fomentador do conflito, uma vez que esse meio impulsiona os indivíduos a agirem, em grande parte, de forma errônea. Segundo Jim Morisson, quem controla os meios de comunicação controla a mente. Nesse contexto, as redes sociais são responsáveis por incentivar e propagar o uso de certos fármacos como solução de certas doenças, como na
Pandemia do Covid-19, que o uso do medicamento Ivermectina disparou devido à propagação desse remédio como meio de prevenir a Covid-19. No entanto, tal prática inflige diretamente no agravamento de doenças pré-existentes, uma vez que o uso incorreto de remédios pode, ao invés de combater a enfermidade, fortalecê-la.
Outrossim, é fulcral pontuar que a negligência governamental faz com que esse problema perpetue. O filósofo libertário Barnett, em uma de suas análises críticas, pontua que o Estado é incapaz de obedecer suas próprias leis, sendo ineficaz como legislador. Nesse sentido, por mais que o Governo tente atenuar os impasses, como a intoxicação, que, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, tornou-se mais recorrente devido ao aumento dos casos de automedicação, ainda não é suficiente para solucionar tal conflito. Assim fica claro que os problemas ainda persistem devido o descaso governamental.
Portanto, denota-se de práticas governamentais para sanar as consequências da automedicação no Brasil. Assim, cabe ao Estado - em sua função de promotor do bem-estar social - promover campanhas por meio das mídias de massa a fim de conscientizar a população e, como consequência, mitigar a influência negativa da mídia. Dessa forma, espera-se que, ao contrário que Barnett afirma, o governo brasileiro seja eficaz em seu papel de promover qualidade de vida aos indivíduos.