A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 18/10/2024
Conforme o artigo 196 da Constituição Federal de 1988 sobre saúde pública, estabelece que a saúde é um direito de todos os cidadãos e um dever do Estado. Entretanto, nota-se que a automedicação é considerada um mal à saúde, já que consiste no uso de medicamentos sem a prescrição ou orientação médica, um fenômeno que tem se tornado um problema de grande relevância no Brasil. Logo, é perceptível a escassez de educação e mídia sobre o uso inapropriado de remédios, o que indica a falta de informação na sociedade sobre as consequências.
Mormente, é imprescindível destacar como a falha do sistema educacional agrava o problema da utilização inadequada de medicamentos. Nesse viés, muitas pessoas usam medicamentos para tratar sintomas, sem buscar a causa subjacente do problema, levando a condições mais sérias que poderiam ser tratadas de modo correto, caso diagnosticadas precocemente. Nesse sentido, cabe mencionar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a literacia em saúde é essencial para a promoção de comportamentos saudáveis. Sendo assim, uma ferramenta central para o desenvolvimento de políticas eficazes de saúde pública, ajudando as pessoas a tomarem decisões informadas e preventivas. Destarte, a negligência do Estado em promover a educação sobre esse tema evidencia o quanto é necessária.
Ademais, é preciso ponderar que a mídia se torna outro fator crucial nessa combatente a automedicação. Sob essa ótica, quando não há iniciativas eficazes, as pessoas ficam sem diretrizes claras sobre os riscos de medicamentos usados de maneira errada. Nesse contexto, vale ressaltar que o sociólogo Pierre Bourdieu, destaca que a mídia é um dos principais veículos para conscientização sobre saúde, como a automedicação, se não for adequadamente regulada. Dessarte, é evidente a dimensão do papel que a mídia possui sobre o entendimento dos medicamentos.
Em suma, o Ministério da Educação deve implementar a ideia da gravidade sobre a automedicação e suas consequências, por meio de campanhas e palestras educacionais, para que o ato de se automedicar não se expanda na sociedade. Por conseguinte, o Ministério da Comunicação tem que priorizar as informações dos efeitos de medicamentos usados de forma indevida, através de jornais e redes sociais, com intuito do bem da sociedade. Assim o artigo 196 estará de acordo.