A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 28/10/2024
Durante a Segunda Guerra, a penicilina, o primeiro antibiótico da história, foi fun-damental para salvar inúmeras vidas no campo de batalha. Em contrapartida, no Brasil hodierno, percebe-se que a sociedade enfrenta outro combate, que é o er-rôneo uso autônomo dos medicamentos similares ao supracitado - fato que confi-gura uma crise na saúde pública. Dessa forma, deve-se salientar suas principais consequências: o fortalecimento dos patógenos e a intoxicação farmacológica.
Diante desse cenário, evidencia-se um nexo causal entre o aumento da resistên-cia, em relação aos remédios, dos agentes patogênicos e a turbulência em questão. A respeito disso, conhece-se, com base no livro “Fundamentos da Biologia Moder-na”, o mecanismo de seleção artificial, definido como o favorecimento humano de certas propriedades dos outros organismos. Em paralelo, é pertinente apontar que esse dinâmica ocorre em todas as escalas, inclusive na microscópica. Ou seja, o Ho-mo sapiens pode influenciar o aprimoramento fisiológico dos seus parasitas, como ocorre na seleção, graças ao uso indevido da medicação, das superbactérias. Logo, conclui-se que esse tipo de ingestão tende a fortalecer esses agentes.
Ademais, é válido ressaltar que a automedicação viabiliza o aumento dos danos químicos proporcionada pelos fármacos. Em referência a essa alegação, o livro “Fi-siologia do exercício” esclarece que os princípios ativos dos compostos medicinais alteram o metabolismo dos usuários, ação essa que deve ser controlada pela dosa-gem médica. Entretanto, de acordo com os dados fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), muitos indivíduos negligenciam esse auxílio do especialista, decisão que favorece a absorção de uma quantia inadequada e, portanto, da excessiva alteração metabólica. Quadro esse que categoriza uma intoxicação.
Em suma, é indubitável afirmar que a automedicação no Brasil causa enormes transtornos para a condição salutar do corpo social. Dito isso, cabe às instituições de ensino, encarregadas pela formação cidadã, conscientizar os alunos sobre os perigos da seleção indesejada dos microorganismos mais resistentes, por meio de palestras ministradas por biólogos, a fim de reduzir a proliferação desses entes. A-lém disso, é dever da mídia, veiculadora das informações públicas, alertar a popu-lação sobre a importância da consulta médica. Assim, atenuar-se-á o uso indevido.