A automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública
Enviada em 01/12/2024
Na série da Netflix, “Prison break” o investigador Mahone ingere dezenas de medicações calmantes sem a prescrição adequada de um médico, o que lhe acarreta sérios problemas de saúde. Fora da ficção, a automedicação é uma problemática que vem crescendo na sociedade contemporanêa brasileira. Por isso, deve-se analizar como a carência de acesso rápido à saúde e a facilidade para adquirir esses remédios são impulsionadores para a sua permanência e suas consequências.
Em uma primeira observação, é preciso ressaltar como a congestão do SUS (Sistema Único de Saúde) e de outros sistemas privados de saúde, é um dos principais fatores que originam a prática de automedicação no Brasil. Em uma pesquisa feita pela CNN, 54% dos usuários dos hospitais do SUS, alegaram que a longa fila de espera para a realização de consultas e tratamentos é um dos maiores motivos pelos quais eles evitam ir em busca de atendimento médico. Procurando resolver seus sintomas sozinhos e sem qualquer orientação profissional.
Ademais, é necessário realçar a falta de barreiras para a compra de medicamentos como um incentivador da manutenção dessa prática que gera riscos á saude, como vícios ou contraindicações. No caso de analgésicos, antialérgicos e anti-inflmatórios não há nenhum tipo de regulamentação para que eles sejam comprados apenas com indicação médica, o que resulta em um consumo exarcebado e irresponsável por parte da população. Em uma reportagem realizada pelo fantástico, médicos relataram a dificuldade que tiveram em tentar converter os prejuízos que a droga lícita “AS” acarretou nos casos de dengue. Já que esse medicamento não requer o uso de receitas para ser comprado nas farmácias.
Diante do exposto, é dever do Poder Legislativo criar uma lei que restrinja a compra de medicamentos. Sejam eles anti-térmicos, anti-inflamatórios, anti-alégicos e etc. Essa medida deve ocorrer por meio da união entre o Governo Federal e do Ministério da Saúde. Para que, a automedicação no Brasil e suas consequências para saúde pública seja combatida com eficácia.