A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 26/06/2021
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, promulgado em 1990, toda criança tem o direito à vida, a liberdade e a saúde de qualidade. Porém, tais prerrogativas não têm se reproduzido na prática, haja vista que a banalização da prescrição de psicofármacos na infância é um fator crescente no meio social por ausência de diligencias governamentais. Sob tal ótica, cabe avaliar os fatores que acentuam essa problemática.
Em primeira análise, é importante destacar que a prescrição de psicofármacos sem o diagnóstico correto causa diversos danos à criança. Visto que, tais medicamentos podem acarretar vários efeitos colaterais, por exemplo: dependência, insônia, nervosismo e a possibilidade de surgimento de transtornos no paciente. Portanto, o diagnóstico correto antes da prescrição desses medicamentos é essencial para se evitar transtornos a criança.
Ademais, é necessário ressaltar que a restrição na venda de psicoestimulantes é imprescindível para a redução dessa problemática. De acordo com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, de 2003 a 2012 houve um aumento de 775% na venda desses medicamentos, por consequência o Brasil é o segundo maior mercado mundial de consumo de psicofámacos. Essa estatística revela a necessidade da limitação na venda de psicoestimulantes, que a longo prazo acarretará diversos impactos à sociedade, como o adoecimento da população.
Em síntese, medidas devem ser tomadas pelo Ministério da Saúde por meio da criação de leis que restrinjam a venda de psicofármacos, como por exemplo: a obrigatoriedade de receita médica para a venda desses medicamentos. Outrossim, também devem ser realizados debates sobre o diagnóstico e a prescrição de medicamentos para crianças, com a finalidade de erradicar o consumo desnecessário desses remédios. Espera-se que, com essas medidas, a banalização na prescrição de medicamentos na infância venha ser erradicado.