A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 28/06/2021
Historicamente , nos primeiros anos do século XXI , a medicina ganhou forte impulso pelo avanço da ciência no cenário mundial. Em meio a isso , a aprimoração farmacológica em tratamentos cancerígenos , como a quimioterapia , fez - se determinante para a saúde de diversas pessoas. Nesse contexto , é possível afirmar que , no Brasil , a ineficaz prescrição médica no diagnóstico de doenças psiquiátricas e a automedicação em jovens como forma de solução para tratar enfermidades psicológi - cas tornam - se discutíveis no país.
Somado a isso , é de fundamental relevância entender acerca dessa problemática no cenário brasileiro , a partir , juntamente , da descrição de causas e consequências expressas nesse quadro. Nesse sentido , em uma reportagem realizada pelo portal de notícias G1 , entre os anos de 2010 e 2019 , o aumento de diagnósticos , em crianças e adolescentes , com suspeita de transtorno bipolar e distúrbios alimentares preocupa muitos especialistas. Outrossim , é categórico ressaltar que a precipi - tação na prescrição de medicamentos aos pequeninos , sem uma avaliação mais consistente , promove , lamentavelmente , um grave risco para a saúde clínica desses jovens.
Ademais , é notório ressalvar sobre as consequências presentes nesse cenário. Dentre essas divergências , a autodependência de medicações e o agravamento do quadro clínico de crianças pela ausência de recomendações médicas , quanto ao uso inexperiente de fármacos , representam alguns exemplos dessa lastimante problemática. Por conseguinte , é relevante enaltecer que a importância de romper com a banalização desses medicamentos faz - se imprescindível na prevenção de ocorrências como essas no país , visto que a participação da família torna - se fator decisivo ao tratamento dessas enfermidades. Logo , é de extrema importância o direcionamento de propostas viáveis pelo Estado , a fim de assegurar o bem estar desses jovens.
Consoante aos aspectos mencionados , é evidente a necessidade de melhorias para reverter
essa situação. O Ministério da Saúde , portanto , por intermédio da implementação de leis , as quais destinem a autorização da prescrição desses fármacos pela eficaz supervisão de profissionais como médicos , farmacêuticos e psicólogos , por meio de exames e diagnósticos mais consistentes , além também da utilização de palestras educativas nas escolas para instruir a família sobre esses riscos da automedicação , deve aplicá - las , apropriadamente , ao maior público possível. Dessa forma , serão essenciais ao banimento dessa banalização no país. Só então , o Brasil terá promissórios progressos.