A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 29/06/2021

A maioria dos temas que surgem na sociedade sofrem um ato chamado banalização, que transforma um assunto importante e que merece destaque em algo corriqueiro e vulgar, e de uns anos para cá, a prescrição de psicofármacos na infância vem sofrendo um aumento excessivo, trazendo enormes consequências para o desenvolvimento da criança.

A priori, vale salientar, que medicamentos psicofármacos são substâncias que agem no sistema nervoso central, alterando o comportamento, humor e cognição do indivíduo, e esses medicamentos são específicos para diagnósticos de transtornos psiquiátricos, surgindo um grande problema, a falha ética profissional, onde médicos gerais, pediatras ou psiquiatras fazem um diagnóstico superficial na criança, aumentando a banalização dos medicamentos psicofármacos.

Dessa forma, prescrevem medicamentos para pacientes sem o exame completo ou sem o acompanhamento necessário, podendo acontecer com frequência em casos de transtornos, já que não existe um exame laboritorial, então um erro de diagnóstico pode ser comum, por exemplo: uma criança com alteração de humor pode ser diagnosticada com bipolaridade, quando pode estar somente aprendendo a expressar suas emoções, assim a prescrição do psicofármaco acaba sendo bastante prejudicial para a criança saudável.

Entretanto, há meios para resolver esse problema, o Ministério da Saúde em parceria com a indústria farmacêutica, pode divulgar nos meios de comunicação como, televisão e redes sociais, os prejuízos do uso de psicofármacos em crianças, atentando aos profissionais da saúde em utilizar meios menos ofensivos para o tratamento infantil e atentando também aos pais a ficarem por dentro da diferença entre transtornos e o comportamento normal da criança com a finalidade de evitar erros de diagnósticos e uso indevido desses medicamentos.