A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 29/06/2021

A carta dos direitos humanos,promulgada pela Constituição Federal de 1988, garante dentre os varios direitos de um indivíduo,saúde e segurança à todas as faixas etárias.No entanto,mediante a banalização da prescrição de psicofármacos na infância,pode-se dizer que a realidade é incompatível com a assegurada constitucionalmente.Isso ocorre por negligência governamental justamente com a ignorância populacional,gerando prejuízos aos sistemas de saúde e segurança públicos.

Em primeiro plano,vale ressaltar a contribuição do governo federal para essa problemática,por meio dos baixos investimentos para a reestruturação de um sistema educacional, que atualmente favorece essa prática.No livro ‘‘Globalização e as consequências humanas’’ o autor polonês Zygmunt Bauman, disserta sobre um caos ao qual a humanidade se direciona, e responsabiliza a negligência do estado em várias questões, para isso.Nesse sentido,é coerente afirmar que ao permitir a perpetuação do sistema vigente,que além de retrógrado não sabe lidar com as multipersonalidades existentes,o governo federal nutri a ideia de um possível colapso no âmbito de saúde.Por intermédio de errôneas análises psíquicas e comportamentais,por parte dos profissionais da área da educação, os pais dos alunos iriam recorrer medicação de psicofármacos,ameaçando o sistema de saúde através do risco da formação de dependentes químicos.

Ademais, cabe mencionar o despreparo populacional quanto a criação de crianças e jovens,resultados de uma ignorância em massa,que perpetua a adversidade em questão.Para Immanuel Kant,filósofo francês,o ser humano não é nada mais do que aquilo que a educação faz dele, ou seja,as ações de um indivíduo são compat[iveis com o que lhe é ensinado ao longo da vida.Sob tal ótica,é notório que uma população desinformada e não estimulada a entender e respeitar a diversidade comportamental existente, irá recorrer a diversar ferramentas que padronizem e simplifiquem o convívio com com esses comportamentos.Assim, ao inibirem o comportamento de alguns jovens que não possuem reais problemas mentais,por meio de psicofármacos, os adultos silenciam modos de expressão que muitas vezes atuam como ferramentas de defesas para esses jovens.Instaurada essa incerteza quanto a segurança desses, é coerente afirmar que a segurança pública encontra-se ameaçada.

Portanto são necessárias ações que se oponham a essa realidade.Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, reestruturar o sistema público educacional, aperfeiçoando os profissionais de educação,para que esses venham a aprender a analisar e lidar com as multiplas personalidades existentes nas instituições de ensino.Assim,a prática de medicação retratada direciona-se para a extinção em território nacional,encaminhando a nação para a realidade prevista e assegurada pela Consituição.