A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 30/06/2021
No Brasil contemporâneo, a prescrição de psicofármacos na infância ainda é analisada como uma banalização. Isso se deve, sobretudo, aos efeitos do medicamento no comportamento da criança e ao silêncio que o mesmo causa. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Em primeiro plano, os efeitos do medicamento no comportamento da criança. Isso se deve por uma saída facilitada que os responsáveis ou professores escolhem para “acalmar” a criança. fazendo assim, uma espécie de “alienados” que se comportam com mais concentração e tranquilidade. Segundo Bauman “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” De modo semelhante ao pronunciamento do filósofo, os medicamentos geralmente salvam pessoas, mas também podem trazer males se usados de forma incoerente. Assim, logo é indispensável a mudança desse quadro.
Ademais, o silêncio pelos psicofármacos. Isto se dá, por acabar atrapalhando uma criança em se defender ou procurar ajuda em casos de agressões físicas ou psicológicas. Conforme Rousseau “O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado." De modo semelhante ao comentário do iluminista, os medicamentos atuam como uma corrente para uma criança atrapalhando seu desenvolvimento social e emocional. Precisamente é vital o recondicionamento desta condição.
Torna imprescindível, portanto, a tomada de medidas que mitiguem os efeitos dos psicofármacos no comportamento da criança. Para isso, é papel dos pais ou responsáveis procurar acompanhar a criança juntamente com um psicólogo, para conhecer o quadro psiquiátrico da mesma. Para entender-la e ajudá-la. Além disso, cabe ao estado disponibilizar ajuda profissional para aquelas que já fazem o uso dos medicamentos. No intuito de que seus efeitos não sejam tão nocivos no desenvolvimento do párvulo. Assim, o silêncio causado pelos psicofármacos será solucionado, com fito de ajudar as crianças no seu crescimento natural.