A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 01/07/2021

Venvanse, Aderall e Modafinil. Todos estes são exemplos de fármacos derivados das anfetaminas, classe química de compostos extremamente fortes e com alto potencial de abuso por parte de seus usuários. Estas drogas, por mais perigosas que pareçam, são frequentemente prescritas para o tratamento mental de várias jovens brasileiros, o que evidencia uma banalização em relação ao uso de psicofármacos por estas crianças e traz como consequência não só o aumento da população adicta, como também a acentuação nos índices de transtornos mentais.

Em primeira instância, vale analisar a rápida dispersão destes psicotrópicos nocivos em nossa sociedade. De acordo com Francis Bacon, notório filósofo inglês, os comportamentos humanos são contagiosos e, à medida que são reproduzidos, influenciam os outros indivíduos do nosso meio. Em consonância com o pensamento do intelectual britânico, torna-se notória a problemática decorrente da elevação do uso abusivo de substâncias viciantes pela população mais jovem brasileira, uma vez que estes indivíduos são os responsáveis pelo futuro de nosso povo e pelo equilíbrio político e social do Estado.

Em segundo lugar, cabe ressaltar os efeitos danosos que a dependência química traz à psique dos seres humanos. Psicoestimulantes, como estes prescritos para as crianças de nosso país, desequilibram consideravelmente nossos neurotransmissores, substâncias que ditam nosso comportamento e regulam nossas atividades neurais, o que pode acarretar a piora das desordens psicológicas já identificadas no cidadão. Tais fatores, associados a um infeliz cenário de propagação do uso de drogas farmacológicas, podem levar a uma disfuncionalidade na população em geral e o aumentos dos casos de problemas cerebrais.

Infere-se, portanto, a necessidade do governo, por meio de uma parceria com instituições de saúde privadas, elaborar programas de psicoterapia para a parte mais jovem do povo brasileiro, a fim de que estas pessoas, de especificamente 9 a 18 anos, possam ter melhoras em sua saúde sem ter que recorrer a meios tão prejudiciais e perigosos. Ademais, cabe às ONGs de carácter educacional ajudarem as famílias que tenham familiares com alguma deficiência psiquiátrica, com o intuito de que drogas como Venvanse, Aderall e Modafinil deixem de ser usadas e ditos como os de Francis Bacon possam ser evidenciados em um bom contexto.