A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 02/07/2021
O uso de medicamentos para tratar de transtornos psicólogicos na infância vem sendo um assunto de grande relevância. A dificuldade do diagnóstico médico desses transtornos é um dos pilares para o aumento do uso dessas medicações. Além da dificuldade que os pais encontram em educar os filhos na sociedade atual, preferindo, muitas vezes, medica-lós para controlar um comportamento “problemático”. Sendo assim, vemos uma banalização do uso desses medicamentos, que necessita de uma urgência atenção.
O avança em toda a medicina é inegável, entretanto ainda vemos uma barreira quando se trata da psquiatria infantil. O diagnóstico de uma doença psiquiátrica não é feito de forma exata, como em um exame laboratorial. Este é feito através de testes, entrevistas, sessões de forma subjetiva. Porém uma criança, um ser humano ainda em formação, em construção ética e moral, muitas vezes com dificuldade de se expressar, de se comunicar, a dificuldade é ainda maior.
No filme “Doze é demais”, podemos observar um cenário de uma família com doze filhos, cada com sua personalidade, porém todos com “problemas” a nível comportamental. Entre eles, um muito agitado, outro introspectível, outro tem baixa autoestima etc. E todo o enredo desses problemas é retratado pela ausência dos pais em casa, pois ambos tem rotinas pesadas de trabalho. Sendo que ao final do filme eles decidem abdicar da vida profissional, para se dedicar a família, desvazendo todo o cenário tribuloso causado na vida dos filhos, retratado durante o filme.
Assim sendo é preciso unir os conselhos de medicina do país para que possam rever os protocolos de diagnótico de doenças psicólogicas para crianças, diferentes dos usados em adultos. Além disso dar prioridade para tratamentos lúdicos afim de se evitar o uso de medicações em todos os casos. Conscientizar as famílias de que todos devem participar ativamente do crescimento dessas crianças, contribuindo para a formação de seres humanos cada vez mais fortes psicologicamente.