A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 06/07/2021
Zygmunt Bauman descreve a sociedade contemporânea como sendo um estado líquido, ou seja, relações humanas são facilitadas pela modernidade. Dessa maneira, no Brasil, pela facilidade de se adiquirir medicamentos psicoativos por receias médicas, os pais medicam seus filhos de forma incorreta. Fruto esse, do aumento das informações disponíveis nas mídias digitais que aguça a atividade infantil e também da falta de diagnósticos médicos precisos para crianças hiperativas. Portanto, é necessário debater sobre essa problemática para encontrar um limite entre doença e apenas curiosidade infantil.
Primeiramente, é importante analisar a relação das crianças com os novos meios tecnológicos. Com a revolução tecnológica ocorrida na segunda metade do século XX, o mundo passou a presenciar informações de forma facilitada e exponencial. Dessa forma, a nova geração vive uma realidade diferente da de seus pais. logo, por espírito de curiosidade, as crianças passam a perguntar mais e a conviver mais com o mundo que se encontra. A partir disso, muitos adultos confundem o resultado dessa nova era com doenças psicoativas, como por exemplo, TDAH. Por conseguinte, isso é péssimo para uma criança saudável, já que passa a ter um tratamento completamente desnecessário.
Nesse sentido, vale ressaltar a forma ineficiente de diagnósticos para o uso de psicofármacos. A partir da revolução científica ocorrida na modernidade, a ciência se fundamenta em experimentos para comprovar sua tese. Analogamente, por ser algo novo, doenças psicológicas na infância ainda não há dados suficientes para ter um grau de certeza desejável, afim de diagnosticar uma pessoa com transtornos psíquicos. Logo, ao afirmar que um jovem precisa de remédio para controlar sua vida, existe a possibilidade de que, dependendo do caso, o médico esteja errado. Por essa razão, é extremamente necessário que o poder público tome providências para controlar esse absurdo na medicina.
Assim sendo, é de suma importância que o estado tome a devidas atitudes para amenizar esse empecilho. Urge assim, que o Ministério da Saúde, órgão responsável por administrar a saúde no país, aumente o número de pesquisas sobre problemas psicológicos na infância. Por meio de incentivos econômicos às principais universidades de todo o Brasil. A fim de que se tenha dados sobre todas as regiões e possa, ao fim da pesquisa, reunir todas as informações, com o propósito de acrescentar em todos os diagnósticos médicos sobre a problemática. Para que assim, o médico tenha acesso a um número maior de estudos e possa, de forma mais precisa, diagnosticar crianças com ou não transtornos psicológicos. Além disso, através de aconselhamento médico, os pais terão maior distinção do que é apenas interesse pelo mundo, de dificuldades reais de seus filhos.