A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 21/07/2021

Na série “o Cambito da Rainha” conta a história da pequena Elizabeth, que sua a medicação para inibir seus sentimentos, trazendo grandes prejuízos ao seu futuro. Fora das telas, a realidade não diferente, visto que, de acordo com OMS, 4,4% das crianças de 4 a 18 anos usam recursos psicofármacos. Isso ocorre tanto pela autoanálise dos pais, quanto pelos profissionais da saúde que optam pela medicação por ser uma saída facilitada.

Primeiramente, é válido ressaltar que alguns pais “diagnosticam” seus filhos com alguma doença, por semelharem o comportamento da criança com sintomas positivos na “internet”, sendo que esses diagnósticos precisam de um período longo de avaliação por um profissional. Segundo Hipocrastes, um homem saudável é aquele que tem o equilíbrio perfeito entre o físico e a mente. Nesse sentido, uma criança que usa medicamentos para não lidar com alguns sentimentos se tornará um indivíduo que não consegue encontrar uma solução para seus problemas e recorrerá a comprimidos a cada caos, criando uma sociedade doente.

Outrossim, é importante sinalizar a falta de responsabilidade de alguns profissionais que ao evitar outras formas de solução, prescrevem psicofármaco por ter uma reação imediata. Torna-se evidente a ineficácia da fiscalização dos receituários, onde os medicamentos controlados são de fácil acesso a população.

Infere-se, portanto, que exigências são necessárias para resolver a banalização da prescrição de psicofármacos na infância, para que não hajam mais Elizabeth’s em nosso em torno. O Ministério da Saúde deve promover uma melhora na supervisão nos receituários de medicamentos psiquiátricos, com objetivo de minimizar o uso sem necessidade. Além disso, o Governo deve aprimorar os logaritmos da “internet” para restringir conteúdos medicinais, como listagens de sintomas e nomenclaturas de comprimidos, de modo a limitar o acesso da população e diminuir a automedicação. Somente assim, uma problemática para solução.