A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 03/08/2021
A introdução de tratamentos psicológicos à crianças é um procedimento moderno e vem se tornando cada vez mais comum. Exemplo disso está no livro ‘Objetos Cortantes’ que retrata o uso de remédios à uma criança a fim de fazer esta dormir. A banalização dessas medicações à crianças gera diversos riscos, isso devido a falta de planejamento familiar e capitalismo.
Em primeiro plano, a ausência de organização na estrutura e no ambiente familiar pode levar a criança a ter problemas psicológicos. Em casos críticos, como violência doméstica, a criança pode até mesmo adquirir pensamentos homicidas e violentos, como é citado no livro ‘MindHunter’. Fato é que, o objetivo da era moderna é a produção de bens de consumo e no lucro através desses, tornando difícil a boa estruturação de famílias. Estas, ocupadas demais no trabalho, não compreendem seus filhos e os direcionam à tratamentos com psicológos, deixando-os mais sós.
Consequentemente, isso agrava os distúrbios passando a infringir no cotidiano. Os pais, constantemente ocupados, buscando solucionar o problema da forma mais rapída, recorrem assim, à prescrições de remédios, sem notar os riscos destes. Tal banalização, só aumenta o lucro das indústrias farmaceúticas, favorecendo o capitalismo. Por outro lado, a criança, que deveria passar por terapias em família, já que os pais são a principal influência na vida dessa, acaba não tendo a orientação correta, podendo se tornar emocionalmente dependente dos medicamentos.
Portanto, para solucionar as problemáticas, é importante a promoção de palestras em escolas sobre a temática. Tais instituições devem convidar profissionais na área de saúde mental que devem conscientizar os responsáveis sobre as origens e melhores tratamentos de distúrbios na infância, evitando a banalização da prescrição de psicofármacos.