A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 06/08/2021

Atualmente, o uso de medicamentos em crianças para conter a hiperatividade, a falta de atenção ou o aprendizado se tornou comum em muitos lugares. Muitos pais pensam que as crianças possuem algum problema psicológico ou fisiológico e decidem procurar ajuda de médicos e psicólogos para a prescrição do o uso de remédios, podendo afetar o indivíduo de modos negativos.

Segundo Marilene Proença, representante do Conselho Federal de Psicologia, “As bases diagnósticas dessa pretensa doença neurológica estão baseadas simplesmente em opiniões e observações", opinando sobre o TDAH. Como citado, muitos pensam que a agitação da maioria das crianças é um fator psicológico e imediatamente buscam meios de interromper isso, usando psicofármacos que causam danos a saúde mental e física da criança.

Diante disso, muitos indivíduos perdem uma grande parte de sua infância, tendo grandes prejuízos. O uso excessivo de medicamentos interfere em fatores psicológicos da criança, modificando seu modo de viver, podendo gerar uma dependência e modificar o modo de agir no futuro.

Tendo em vista os aspectos apresentados, alguns meios de ajudar na causa seria a criação de campanhas de combate a prescrição desses medicamentos, aumentando a visibilidade do assunto e evitando o uso desses fármacos. Todas as crianças tem o direito de ter uma infância saudável e sem a interferência de medicações, garantindo seu desenvolvimento de forma natural.