A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 28/07/2021

“Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”.Essa máxima do filósofo Pitágoras pode ser aludida à banalização da prescrição de psicofármacos na infância.Afinal, esse ato gera consequências severas no futuro.Entretanto,essa realidade ainda é presente devido à ganância do comércio fármaco e portanto, acarreta a dependência desses medicamentos durante a vida inteira.

Em primeira análise,é preciso destacar o comércio farmacêutico como responsável pela banalização da prescrição de psicofármacos na infância.Esse fato pode ser analisado juntamente com o pensamento do sociólogo Karl Marx, o qual afirmou que o capitalismo,sistema vigente atual, visa ao lucro sem medir esforços.Desse modo, percebe-se que a indústria desse tipo de medicação visa à venda de seus produtos, mesmo que isso signifique prejudicar a população.Por esse motivo, há um impulsionamento mercadológico forjado de embasamento científico para que ocorra cada vez mais lucro para as empresas,ou seja, é importante para essas que a população,principalmente os que posteriormente serão o futuro da nação, adquira cada vez mais fármacos e, portanto, ocorre a banalização desses.

Em decorrência dessa realidade,ocorre a forte dependência de psicofármacos,utilizados na infância, pela população. Essa consequência pode ser observada a partir do pensamento da estudiosa alemã Hannah Arendt, a qual postulou a teoria da “banalidade do mal “,que afirma que um mal quando repetido diversas vezes para de ser visto como algo ruim, Dessa maneira,percebe-se que a excessiva medicação provoca na sociedade uma visão de algo normal,já que virou um hábito como qualquer outro. Assim sendo, até mesmo o corpo biólogico tende a se acostumar com a presença do medicamento e então, a saúde do homem se torna comprometida,visto que depende de algo externo à sua própria condição,diferentemente do padrão previsto biologicamente.

Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para que não seja necessário punir os adultos futuramente. É importante que o Ministério da Saúde,juntamente com o poder legislativo,proponha uma mudança no tratamento psicológico e psiquiatra de criançãs. Essa mudança deverá ser feita através de uma emenda, a qual obrigará que antes da introdução de qualquer psicofármaco na rotina do infanto, seja feito um tratamento alternativo, como sessões de terapia e desenvolvimento social lúdico. Com isso, haverá uma redução do número de prescriçoes desses medicamentos para a população infantil e portanto, uma diminuição da dependência desse perante a sociedade.