A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 05/08/2021
Psicofármacos são remédios produzidos para o combate contra qualquer tipo de transtorno mental. Contudo, o uso excessivo dessas drogas na infância pode causar dependências químicas para o resto da vida de uma criança, atitude a qual é, descaradamente, reproduzida no Brasil. Sabendo disso, é fundamental colocar em destaque as principais causas desse problema: o preconceito contra tratamentos psicoterapêuticos.
Esse problema tem que ser bem discutido atualmente para decidirmos com certeza o que iremos fazer sobre, pois muitas das pessoas que tem esse transtorno mental causam situações onde os pais ou os cuidadores optam por uma solução mais rápida, uma solução que irá acabar com aquela situação fácilmente. Porém, além de ser rápida a eficácia pode piorar esses transtornos futuramente.
Muitas empresas farmacêuticas estão mais preocupadas em lucrar do que em oferecer uma melhor qualidade de vida para o maior número de pessoas possível. Há um grande interesse dessas empresas em vender seus produtos para menores, pois, uma vez dependente de seus produtos químicos, são grandes as chances de seu sistema nervoso continuar assim pela vida toda. Consequentemente, a prescrição de psicofármacos para crianças deve ser mais bem supervisionada.
Portanto, é evidente a necessidade urgente de um exame mais detalhado dos medicamentos destinados a crianças. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde, em conjunto com a OMS, elabore um processo que esclareça quais critérios devem ser seguidos no fornecimento de medicamentos a pacientes menores de 18 anos, em consulta com a opinião de pediatras de renome mundial e de países com os melhores sistemas de saúde, como Canadá, Taiwan, entre outros. Só então os futuros adultos do país terão a chance de desfrutar de uma melhor qualidade de vida.