A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 11/08/2021

Psicofármacos são medicamentos que atuam no sistema nervoso para reduzir alterações de humor, comportamento e cognição. Desse modo, é fundamental o debate sobre a banalização da prescrição de psicofármacos na infância que é acentuada pelo preconceito contra tratamentos psicoterapêuticos e pela ganância das indústrias farmacêuticas.

Hodiernamente, o preconceito contra tratamentos psicoterapêuticos faz com que várias pessoas consumam medicamentos psiquiátricos sem realmente precisarem. De acordo com o site “Viva Bem Uol”, grande parte da população conceitua terapia como procedimento para pessoas doidas ou que não é um dinheiro bem investido, assim, a base das preconcepções está na separação entre a saúde mental e a física. Portanto, é notória a desinformação da população acerca da saúde e consumo de medicamentos.

Ademais, é evidente que as indústrias farmacêuticas visam à obtenção de lucro com a venda de medicamentos, assim, com a cultura do consumismo presente na sociedade, aplica-se a relação de compra e venda proporcionado a venda de remédios em larga escala. Segundo Karl Marx, ocorre uma desvalorização do mundo humano e a valorização do mundo das coisas, desse modo, percebe-se que as corporações produtoras de remédios estão mais preocupadas com o lucro obtido do que com a qualidade de vida a dos cidadãos.

Diante disso, para atenuar a banalização da prescrição de psicofármacos na infância, é preciso que o Ministério da Saúde promova fiscalizações de remédios destinados ao público infantil. Juntamente com a Organização Mundial Saúde (OMS), elabore protocolos rigorosos para a venda e compra de medicamentos a pacientes menores de idade, por meio da consulta de pediatras, para que assim, os pacientes possam ser avaliados, auxiliados e informados corretamente. Desse modo, ocasionara a melhora da saúde mental e física das crianças.