A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 13/08/2021
De acordo com o filósofo Platão, a associação entre saúde física e mental seria imprescindível para a manutenção da integridade humana. Conquanto, é necessário a maior atenção ao aspecto psicológico de uma criança com defasagem de aprendizagem, quietude e reações agressivas. Vale ressaltar que, além de estarem suscetíveis a doenças, muitas crianças também são alvo de estigmatização na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, é necessário lembrar a forma como parte do estado costuma lidar com a saúde mental no Brasil e a romantização do uso de medicamentos. Dessa maneira, parte da população deixa de receber tratamento adequado por falta de conhecimento, o que resulta em um aumento relevante no número de crianças com uso de medicamentos desnecessários, causando assim sequelas futuras. A estigmação é presente na vida de crianças que vivem bastante a base de remédios, muitas pessoas acreditam que elas são “diferentes” das outras e até mesmo que não podem viver sem a presença dessas “drogas”.
Em segundo lugar, ressalta-se que há, no Brasil, uma evidente falta de informações sobre o uso de medicamentos excessivo e desnecessário. Nesse aspecto, devido à escassez de divulgação de informações nas redes sociais sobre o perigo do uso de medicamentos em crianças, a relativização desses quadros clínicos na sociedade. Contudo, vê-se, um todo instante que o uso abusivo e desnecessário de medicamentes pode resultar em problemas diversos físicos e psicológicos. É importante ressaltar também que a romantização do uso de medicamentos podem deixar muitos pais desatentos, nunca devemos esquecer que cada criança tem seu tempo e devemos respeitar isso ao máximo.
Logo, cabe ao Ministério da Educação o investimento em aulas específicas sobre a banalização da prescrição de psicofármacos na infância, por meio de Planos Nacionais da Educação e de eventos tanto escolares quanto ao grande público, haja vista a importância do máximo alcance possível, com a ministração de psicólogos e psiquiatras, a fim de garantir a visão aristotélica e de romper com os tabus preconceituosos.