A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 23/09/2021

Os psicofármacos são utilizados no tratamento de doenças neurológicas. Mas, infelizmente, o uso desse tipo de medicamento acabou se tornando muito banal, o que se torna muito perigoso para as crianças e adolescentes, uma vez que podem ficar dependentes quimicamente das substâncias. Diante disso, deve-se levar em conta o preconceito da sociedade com os tratamentos psicoterapêuticos.

Em primeiro lugar, o diagnóstico dos problemas neurológicos que realmente precisam de medicações não se faz por meio de exames, com isso muitos pacientes tomam remédio sendo que não deveriam. E é aí que os psicólogos devem atuar com o seu papel fundamental no tratamento psicológico das pessoas. Segundo o site Psicanalise Clínica “Por meio da conversa com um terapeuta, é possível que um indivíduo encontre explicações para os seus comportamentos e para as suas emoções.” Então, terapia pode sim ajudar os jovens nos seus problemas mentais, pois nem sempre se trata de uma patologia e sim de um melhor entendimento de si mesmo.

Além disso, segundo a conselheira Marilene Proença, o grande questionamento da população é o por que na infância os estudantes não estão atentos aos conteúdos da sala de aula, e a verdade é que o ensino do Brasil é precário e não atende todas as formas de aprendizado e, lastimavelmente, os lecionados são culpados e é alegado que eles possuem um problema orgânico que os impedem de se comportarem direito e aprender. Por isso, deve-se mudar a forma de ensino as escolas, afim de que atinja todos os perfis estudantis.

Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para erradicar a banalidade do uso de psicofármacos nos anos iniciais da vida. Cabe ao governo junto com o Ministério da Comunicação, fazerem propagandas que estimulem as pessoas a irem nos terapeutas. Também, cabe ao Ministério da Saúde de proibir a venda desse tipo de droga sem a realização de testes eficazes para diagnosticar doenças neurais como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.