A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 03/10/2021
Atualmente, qualquer sinal de mal-estar pode ser diagnosticado como uma patologia cuja terapêutica será a administração de psicofármacos. Nesse sentido, a prescrição abusiva desses medicamentos não atinge apenas os adultos, mas também o mal-estar de crinças tem encontrado uma resposta pronta naquele saber autoritário que não resite à compulsão de medicar. Contudoo uso excessivo dessas drogas na infância pode causar dependências químicas para o resto da vida, atitude que é, descaradamente reproduzida no Brasil. Logo, é fundamental por em destaque os principais motivadores desse problema: o preconceito contra tratamentos psicólogicos e as indústrias em função do lucro.
Em primeiro plano, vale ressaltar as preconcepções acerca do papel dos terapeutas e os benfícios que seu tratamento traz a vida do paciente ainda fazem com que várias pessoas, principalmente mais jovens , consumam medicamentos psiquiátricos sem realmente precisarem. Segundo a plataforma “Uol”, essa mentalidade surgiu em deconrrência da sepração da saúde mental e a física, subestimando o valor da primeira relacionado ao bem-estar da segunda. Portanto, fica evidente que o senso comum sobre esse assunto necessita mudar.
Ademais, as indútrias produtoras de remédios estão mais preocupados no lucro do que realmente fornercer mais qualidade de vida para maioria dos indivíduos. À modo de Marx, em um mundo capitalizado, a co ntínua busca pelo capital ultrapassa quaisquer valores morais e cukturais de uma sociedade. Nesse contexto, observa-se um forte interesse dessas empressas em vender seus produtor para menores de idade, visto que, uma vez dependentes de suas substâncias químicas, a chance de seus sistemas nervosos continuarem nesse devido estado, durante o resto da vida, é supostamente alta. Sob esse viés, a prescrição desses medicamentos psicotrópicos para crianças deve ser ao máximo evitada.
Desse modo, conclui-se que a urgência de uma maior fiscalização dessa drogas destinadas indevidamente ao público infantil deve ser obtida. Para tal, é essencial o papel do Ministério da Saúde, em conjunto com OMS, para elaboração de protocolos que deixem explícito quais normas terão de ser seguidas para o fornecimento de remédios para menores de idade, por meio da consulta de pediátras renomados mundialmente e de países que possuem os melhores sistemas de saúdes. Apenas assim, os futuros adultos do país terão maiores chances de usufruir de uma melhor qualidade vida.