A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 28/09/2021

Hodiernamente, tornou-se comum e cotidiano tratar os assuntos sobre doenças psíquicas, como transtorno de atenção hiperativa (TDAH) ou apenas a hiperatividade, porém, este caso é mais comentado em adultos e que ingerem remédio para o tratamento. Entretanto, a medicação inseriu-se, também, na vida das crianças, tornando-se algo banal, na qual se generalizou. Dessa maneira, surge a problemática intrinsicamente ligada à realidade brasileira, seja pela vivência, seja pelo lucro.

Assim, é incontrovertível que a história de vida esseja vinculada às causas do problema. De acordo com o neurologista austríaco Sigmund Freud, as experiências vividas na infância, desde o nascimento, influenciam o indivíduo por toda a vida. Analogamente, percebe-se que a prescrição de psicofármacos no começo da existência entram em harmonia com a teoria do sábio, uma vez que esses psicomedicamentos servem para auxiliar na aprendizagem e no desenvolvimento. No entanto, quando em excesso, podem gerar problemas futuros para criança, como dependência física e psicológica, além de deteriorização das áreas cerebrais por conta do remédio.

Outrossim, cabe ressaltar o capital como impulsionador do problema. Segundo o sociólogo alemão Karl Marx, a economia é a infraestrutura da sociedade, dessa forma, o lucro é priorizado e os valores morais são deteriorados. Sob essa ótica, observa-se que os profissionais da saúde entram em analogia com o pensador, haja vista que o mercado clandestino de remédios, isto é, vendem medicamentos sem prescrição médica, na qual qualquer indivíduo pode comprar e a falta de atenção médica intensificam a indicação de psicofármacos para a criança, em que não há a importância à saúde infantil mas sim à venda de medicação, visando o dinheiro.

Dessarte, medidas são imprescindíveis para erradicar o entrave. Com isso, em relação ao excesso de medicamentos na infância, urge que o Ministério da Saúde intensifique campanhas do Sistema Único de Saúde (SUS), na qual há consultas gratuitas com psicólogos, fonoaudiólogos e profissionais da área médica, a fim de tratar a doença de forma natural, sem o uso de fármacos, para que a criança se desenvolva sem vícios e dependências. Ademais, a alternativa para a venda clandestina de remédios é que o Governo Federal, concomitantemente a polícia civil, façam uma maior fiscalização nos postos de saúde e farmácias, através de um disque denúncias e contratação de indivíduos infiltrados, com a finalidade de se acirrar a compra ilegal de medicamentos. Nesse sentido, espera-se diminuir a banalização da prescrição de psicofármacos na infância.