A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 28/09/2021

Em “Bulshit Jobs” livro de David Graeber, é relatado o caso de bombeiros que causam incêndios propósitais, para fazer com que o seu trabalho fosse mais necessário e melhor remunerado. Assim como no livro, a série perpassa a realidade da sociedade brasileira, quando colocamos em pauta, a banalização da prescrição de fámarcos na infância, pois um dos fatores que influência negativamente é o falso diagnóstico visando o lucro.

Sendo assim, da forma que é descrita no livro, a ótica capitalista faz com que as pessoas ajam de acordo com sua prospecções individuais, em detrimento do bem do próximo. Portanto o TDAH, uma doença que pela falta de marcadores biólogicos para efetivo diagnóstico, fica submetida da subjetividade da anamnêse do médico, que ora visando benefício próprio ou pela de falta ferramentas para sanar o problema apresentado, preeescreve psicofármacos para o tratamento. Pois então, conclui-se que esse pode ser um dos fatores principais, para explicar excesso de casos e de remédios receitados nos ultimos anos.

Ademais, o tratamento indevido desses pequenos pacientes, pode ser problemáticos a medida que afeta suas funções sociais. Dessa forma, esses medicamentos atuam no sistema nervoso central, desses jovens, afetando todo sua parte comportamental. Sendo assim, tem a capacidade de sequestrar características únicas da infância, ao invés de resgatar, não cumprindo o papel fundamental do tratamento. Pois então, não se cumpre o contrato social, estabelecido por um dos filósfos contratualistas, Jonh locke e ferindo o Estatuto da criança e adolescente. Portanto, se faz dever do Estado intervir para garantir a vida plena dos pequenos cidadãos.

Em suma, o Governo federal em parceria com asssociação brasileira de medicina, deverá criar um atendimento individualizado dos pacientes com indícios de TDAH, passando ele também por atendimento com o psicológo, para averiguar suas condições antes de receitar uma tratamento farmacológico, fazendo isso por intermédio de lei federal, que obrigatorize essas medidas. A fim de promover um diagnóstico por mais de um fator, podendo dessa forma garantir o tratamento somente dos enfermos, sem causar danos as crianças e garantindo a plenitude da infância.