A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 19/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Contudo, na sociedade atual, observa-se o oposto do que o autor prega, haja vista a banalização da prescrição de psicofármacos na infância. Nesse sentido, não só o descaso governamental, mas também a desinformação por parte da sociedade colaboram para a manuntenção de tal entrave.
A priori, vale destacar que a negligência governamental dos paises promove a manutenção de tal cenário. Desse modo, segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado é o principal responsável pelo bem-estar da população. Todavia, percebe-se a incoerência desse pensamento na conjuntura contemporânea, tendo em vista a escassez de projetos efetivos ao redor do mundo, que combata o aumento expressivo de prescrições de medicamentos psiquiátricos às crianças, ocasionando, consequentemente, a dependência precoce. Assim, é necessário de forma urgente uma melhor postura das nações para reversão desse quadro.
Outrossim, cabe salientar que a falta de informação por parte das pessoas perpetua tal realidade nefasta, levando em conta a ausência da disseminação de conteúdos nas principais redes midiáticas sobre o exponencial crescimento de consumo de fármacos psicológicos pela atual juventude. Nessa ótica, a desinformação do ambiente social a respeito de tamanho entrave, se frutifica, ocasionando a continuidade desse panorama. Logo, é evidente a grande importância das informações no cotidiano, para promover maior qualidade de vida a essa classe, sendo necessária melhor postura das redes de comunicação.
Destarte, é necessário a resolução de tal problemática. Dessa maneira, urge a ONU- Organização das Nações Unidas- criar um Plano Internacional, com o intuito de disseminar esclarecimentos e palestras - de caráter informativo e conscientizador - sobre o ato de banalizar a ingestão de vários psicotrópicos. Essas ações serão concretizadas através da mídia, por meio de comerciais e reportagens, com o fito de convencer aos indivíduos quanto ao seu papel como cidadão frente ao problema. Sob esse prisma, tamanha adversidade será paulatinamente erradicada e a sociedade se aproximará da realidade descrita por More.