A banalização da prescrição de psicofármacos na infância

Enviada em 06/03/2022

Conforme a Constituição de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Logo, quando precisam dessa concessão, as pessoas recorrem aos profissionais da saúde, que prescrevem tratamentos. No caso das crianças, é comum a indicação de medicamentos que são desnecessários. Esse quadro é fruto de uma maior busca por comodidade para os responsáveis dos menores, o que causa alterações nas experiências desses indivíduos.

Nesse sentido, quando as crianças possuem condutas mais agitadas ou introspectivas, já são diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, ansiedade ou depressão, gerando a indicação de psicofármacos para amenizar esses impasses. Dessa forma, esses medicamentos agem no sistema nervoso, o que resulta em um tratamento mais perceptível e rápido. Segundo o filósofo Aristóteles, a saúde é incompatível com a ocasião. Com isso, uma terapia não causaria danos como os remédios, todavia, esses são mais convenientes para os familiares, pelo fato de ajudar no problema sem muito esforço da parte deles. Assim, com a vida mais atarefada, os cidadãos optam pela medicação, em razão dela ser mais fácil, mesmo com os prejuízos que provoca.

Por consequência disso, o uso de psicofármacos na infância causa adversidades presentes e futuras, já que esses medicamentos agem no psicológico das crianças. Desse modo, os menores de idade ficam mais quietos e há inibição de comportamentos da fase que estão, como não quererem brincar ou realizarem amizades. Além disso, essas pessoas tornam-se dependentes desses remédios e acham que precisam deles para ter uma vida melhor. Dessarte, o direito da Constituição atual é concebido, porém com desafios criados desnecessariamente.

Portanto, cabe à mídia televisiva realizar propagandas contra a banalização de medicamentos na infância, nos programas de horário nobre para ter um maior alcance, por meio da presença de médicos que relatarão os danos desse procedimento, à vista das famílias perceberem o mal desse problema. Ademais, o Ministério da Saúde, órgão responsável pelo bem-estar, deve fazer projetos contra os impasses causados pelos psicofármacos nas crianças, por via da contratação de psicólogos que farão os tratamentos com elas para terem uma melhor realidade.