A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 04/06/2022
Na série “Quem matou Sara?”, a filha da progatonista ,Lúcia, é submetida a um excesso de medicalização e tratamentos psicóticos ainda na infância sem a certeza de que a mesma portasse alguma doença. Não distante da ficção, o mesmo vem acontecendo nas sociedades atuais, crianças enfretam diagnósticos precipitados de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), tendo então que tomar medicamentos que afetam o sistema nervoso central. É necessário um trabalho em conjunto dos profissionais da saúde, da educação e também da família para que juntos solucionem esse problema e isso não volte a ser um problema para nossas pequenas crianças.
Uma das explicações para o excesso de diagnósticos de TDAH, de acordo com a resolução 177/2015, é a redução de problemas comportamentais a patologias, quando na verdade esses comportamentos podem ser tratados com terapia.
De acordo com dados da Agência Brasil, o Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina, remédio usado para o tratamento de TDAH, do mundo. Entretanto, o que não é de conhecimento de muitos brasileiros é que esse remédio atua no sistema nervoso central alterando a percepção, emoção e comportamento do paciente. De modo que esse paciente, uma criança, fica distante do seu verdadeiro eu, onde é capaz de expressar seus sentimentos com espontaniedade, para resolver apenas um problema comportamental. É mais que imprudente submeter uma criança a isso, sem necessidade alguma.
Já está mais que na hora dos médicos buscarem aperfeiçoamento para o diagnóstico de TDAH, buscando trabalhar com psicólogos para encaminhar a terapia quando necessário. Não somente isso, mas a família também é preciso ter paciência com a criança e entender que muitas vezes a criança apenas tem muita energia pra gastar, o que é normal em uma criança. E professores também podem auxiliar neste diagnóstico ficando antento na aprendizagem da criança e informando para família se há algo incomum. Logo, nossas crianças não podem mais serem submetidas a tratamentos desproporcionais, nós como sociedade devemos ajudar a protegê-los.