A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 28/10/2022
Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, o major Quaresma acreditava que se superados alguns desafios, o Brasil seria uma nação desenvolvida. Entretanto, ao examinar a banalização da prescrição de psicofármacos na infância, percebe-se que esses obstáculos não foram atenuados, já que a generalização dos casos e a ideia de que o medicamento é a cura, potencializam o problema.
Diante de tal exposto, é fato que não perceber as peculiaridades de cada caso contribui para manutenção do revés. Nessa lógica, de acordo com Sócrates, os erros são consequências da ignorância humana. Dito isso, quando os psiquiatras acabam por olhar para todos os pacientes da mesma forma, clinicamente, faz com que detalhes sejam ignorados. Logo, esse ato faz com que o aumento de psicofármacos aconteça, pois será utilizado um procedimento para todos, que é o uso de remédios desse ramo, até para quem não necessita.
Além disso, o ideial de que medicações são a cura corrobora o problema. Uma vez que, devido a grande difusão de remédios na atualidade, e sua grande eficiência, faz nascer a ideia de quem também tem poder de cura para a psiquê. Dessa forma, muitas pessoas buscam para seus filhos o tratamento através dos fármacos, e acabam deixando de lado outras formas de abordagem, que poderia ser mais eficiente e menos nocivo ao jovem.
Depreende-se, portanto, que o Ministério da Saúde, o qual tem por função a promoção e recuperação da saúde da população, deve ofertar possibilidades dos psiquiatras trocarem aprendizado, por intermédio de palestras on-line e oficinas, com intuito deles lidarem melhor com os pacientes e abordarem cada um individualmente. Outrossim, a mídia precisa propagar informação de outras vertentes de tratamento, além da utilização de fármacos, com onjetivo de minimizar a busca por esse psicofármacos.