A banalização da prescrição de psicofármacos na infância
Enviada em 09/05/2024
O seriado “Gambito da Rainha” retrata a trajetória da vida de Beth, que quando criança ingeria descontroladamente medicamentos controlados com finalidade de melhorar suas habilidades cognitivas, perpetuando em vício na sua vida adulta. Paralelamente, no Brasil o combate a banalização de psicofármacos persistem e apresentam crises para solucionar tal problemática. Dessa forma, é pertinente analisar como a mentalidade capitalista e a omissão governamental endossam a questão.
Em primeira análise, a mentalidade capitalista mostra-se como um dos desafios a resolução do problema. Diante disso, Djamila Ribeiro afirma que é preciso tirar as situações da invisibilidade para que soluções sejam encontradas, perspectiva que demonstra como a sociedade está alinhada a intenções comerciais negligênciando a mudança dessa situação. Nesse sentido, as indústrias farmacêuticas lucram em cima desse impasse, prescrevendo remédios de maneira ilegal. Desse modo, a prescrição ilegal desses medicamentos reflete em sequelas graves na infância tornando a solução do impasse ainda mais complexa.
Outrossim, pode-se apontar como um empecilho a consolidação de uma solução, a omissão governamental. Nesse sentido, a teoria “Instituição Zumbis” do sociólogo Bauman, nomeia as entidades governamentais tais que não cumprem seus papéis com eficácia de “Zumbis”, correlativo a realidade brasileira. Sob esse viés, percebe-se uma imprecisão explicitada pela falta de intervenção do Estado diante a problemática, bem como os índices de abstinência nos psicofármacos derivada desse impasse. Dessa forma, a falta de intervenção estatal e o mascaramebto da situação, é um obstáculo a resolução dessa adversidade.
Portanto, é de suma importância que a OMS( Organização Mundial da Saúde) juntamente com o Poder Legislativo- criador das leis que regem o Brasil- promover soluções diante ao problema. Logo, faz-se necessário campanhas com finalidade de informar a sociedade sobre o uso de psicofármacos e leis para intervir a venda descontrolada dos próprios, por meio das redes sociais e palestras educacionais. Assim, é possível que haja uma redução nos casos de abstinência aos remédios e a infância das crianças esteja livre dos vícios e sequelas.